A vida sob um prognóstico de saúde

Vivemos numa sociedade que nos ensina a criar limites relativamente ao que nos é possível conseguirmos. Exemplo disso é o prognóstico que recebemos num consultório médico quando estamos perante um desafio de saúde.

Durante os 4 anos após ter sido diagnosticada com artrite reumatóide, fui-me conformando com aquilo que os diferentes profissionais de saúde me diziam em relação à progressão e tratamento da doença. Durante alguns anos vivi sem conseguir ver a luz no fundo do túnel. Quando o tratamento deixou de funcionar e a doença continuou a progredir, comecei a questionar-me se realmente só teria aquela opção e encontrei a solução na nutrição, embora a medicina convencional insistisse em afirmar que a alimentação nada tinha a ver com o meu quadro de saúde.

Embora eu tenha ultrapassado a doença devido principalmente a uma reeducação alimentar, foi quando fiz a certificação em programação neurolinguística que percebi o efeito que a mente tem sobre o corpo.

Receber um prognóstico negativo faz-nos sentir limitados e sem outras opções disponíveis. E o problema é o corpo reproduzir aquilo que a mente acredita ser verdade!

Exemplo clássico é o efeito placebo que se utiliza para testar novos medicamentos. Um medicamento placebo é um comprimido feito de açúcar que a pessoa toma sem saber se de facto está a tomar o fármaco, e, normalmente, os resultados são semelhantes aos do medicamento. As pessoas que têm fobia de andar de elevador são também um exemplo do controlo da mente sobre o corpo, pois revivem um evento traumático sempre que são expostas a condições semelhantes.

Viver com desafios de saúde permitiu-me descobrir um novo mundo que me apaixona, um mundo que me tem mostrado que o segredo da saúde e da longevidade está no nosso estilo de vida.

O nosso corpo procura naturalmente a homeostase – o equilíbrio – e consegue adaptar-se a situações de stress moderado e a condições que não são naturais. Os problemas surgem quando vários pilares da nossa vida estão em desequilíbrio, especialmente quando não controlamos o stress e as emoções ou vivemos relações tóxicas. Se aliarmos a isto uma alimentação inflamatória, falta de descanso e de tempo passado ao ar livre, sedentarismo e exposição a toxinas, o resultado é uma bomba relógio! E, provavelmente, mais de metade da população mundial vive nestas condições, portanto, não admira que metade da população esteja doente.

Mas o meu convite com este artigo é focarmo-nos na outra metade da população, naqueles que são saudáveis e longevos, e especialmente nas pessoas que viveram desafios de saúde extremamente complicados e descobriram uma forma de transformar a situação. Vale a pena descobrir aquilo que eles fizeram e que contraria completamente qualquer prognóstico médico. Partilho aqui dois casos reais.

No âmbito das doenças auto-imunes, a Dra. Terry Wahls (1) foi provavelmente o primeiro caso de sucesso comprovado do qual tive conhecimento. Terry Wahls é uma médica norte-americana que ficou limitada a uma cadeira de rodas devido à esclerose múltipla. Em 2011, ela discursou numa Tedtalk no TEDxIowaCity, em pé, sem qualquer sequela visível da doença.

Em apenas 1 ano, ela passou de uma cadeira de rodas para uma bicicleta!

Foto retirada da página Facebook da Dra. Terry Wahls

A Dra. Terry ficou muito conhecida pelo protocolo Wahls e o seu trabalho que relaciona a alimentação com a mitocôndria. Atualmente, ajuda outros doentes a conseguirem resultados de saúde extraordinários e também leciona na faculdade de medicina de Iowa.

O segundo caso do qual tive conhecimento mais recentemente, apesar de ter acontecido já em 1986, foi o do Dr. Joe Dispenza. Aos 23 anos o Dr. Joe sofreu um acidente de bicicleta que o deixou com a coluna literalmente esmagada. Os médicos queriam operar e colocar suportes em aço inoxidável, mas ele tinha acabado de se formar em Quiropraxia e sabia claramente os riscos que corria.

O Dr. Joe Dispenza recusou a cirurgia e as recomendações médicas e seguiu algo muito inconvencional.

Ele acreditou no poder da sua mente para reconstruir a coluna e nove semanas e meia após o acidente, levantou-se e voltou à sua vida – sem se submeter a nenhuma cirurgia (2).

Atualmente o Dr. Joe (3) é autor, professor, palestrante e pesquisador e a sua paixão é estudar as recentes descobertas da neurociência, epigenética e física quântica para explorar a ciência por detrás das remissões espontâneas de doenças e outras condições de saúde. Ele usa esse conhecimento para ajudar as pessoas a curarem-se de condições crônicas e até doenças terminais, para que possam desfrutar de uma vida mais plena e feliz, assim como desenvolver a sua consciência.

Estes são alguns exemplos extremos que servem para mostrar de que existem mais soluções do que provavelmente aquelas que conhecemos. De qualquer das formas, é importante não descartar o acompanhamento da medicina convencional, pois pode ser perigoso. Devemos procurar unir forças e aliar a medicina convencional com qualquer outro tipo de terapia que faça sentido para nós e que nos dê o resultado que queremos.

Autora:
Marta Cunha
Health Coach


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Fontes:
(1) https://terrywahls.com/about/about-terry-wahls/
(2) https://www.healyourlife.com/how-i-healed-myself-after-breaking-6-vertebrae
(3) https://drjoedispenza.com/pages/about

One Reply to “A vida sob um prognóstico de saúde”

  1. É um artigo bastante interessante de se ler, cada vez mais devemos ter consciência que somos o que comemos.
    Além disto, um outro fato importante na vida é descobrir o poder da nossa mente e como nos influencia.

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